quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Num frio cândido...

Caminhos para a neblina (Cacia, 10 de Janeiro de 2009)
O novo ano chegou, frio...
O tempo passa veloz e eu, que procuro as palavras certas para fazer ecoar pelo infinito, não tenho tido tempo, aquele pequeno lapso de tempo para me fazer sentir no silêncio, balançar-me entre imagens, dedicar palavras ou pensamentos, envolver-me entre tons e sons...
Com o tempo tentarei dedicar-me ao tempo, para que este tempo tenha um pouquinho de tempo para mim... Assim, talvez eu consiga ter um tempo de volta aos Diálogos de Silêncio...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Proximidades distantes em metáforas avulsas

O tempo caminha veloz em direção ao frio inverno. Protegemo-nos do vento que corta e greta inseguranças, debilita esperanças ante um horizonte gélido...
Num destes fins de tarde envolto entre cores quentes e frias enlaçadas num espelho de água adivinha-se a afectiva companhia entre sorrisos de olhar e gestos companheiros....
O inverno frio, insensível e desumano dá lugar a um cândido outono que alenta sonhos como que abraçando esperanças no calor harmonioso de uma fogueira... e cria-se no imaginário relações de proximidade que teimam permanecer distantes...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Lágrimas de Outono em Folhas de Rosa

Invariavelmente não somos insensíveis aos pequenos nadas que nos rodeiam. Depois de um aguaceiro, as superfícies molhadas proporcionam belos momentos fotográficos...
Liberta-se o espírito e dialoga-se com os sentires, com afectos, com memórias que em ápice nos surgem do nada...
As fotografias captadas, as emoções vividas... as palavras dum poema, rodopiam em volta, num todo coerente. Estas lágrimas de Outono seduziram as recordações eternizadas por letras e mais letras de Florbela Espanca, formando palavras envoltas numa herança emotiva, vividas como que em segredo, e mantidas na alma da gente...
Lágrimas de Outono (30 de Novembro de 2008)
Folhas de Rosa
Todas as prendas que me deste, um dia, Guardei-as, meu encanto, quase a medo, E quando a noite espreita o pôr-do-sol, Eu vou falar com elas em segredo ... E falo-lhes d'amores e de ilusões, Choro e rio com elas, mansamente... Pouco a pouco o perfume do outrora Flutua em volta delas, docemente... Pelo copinho de cristal e prata Bebo uma saudade estranha e vaga, Uma saudade imensa e infinita Que, triste, me deslumbra e m'embriaga O espelho de prata cinzelada, A doce oferta que eu amava tanto, Que reflectia outrora tantos risos, E agora reflecte apenas pranto, E o colar de pedras preciosas, De lágrimas e estrelas constelado, Resumem em seus brilhos o que tenho De vago e de feliz no meu passado... Mas de todas as prendas, a mais rara, Aquela que mals fala à fantasia, São as folhas daquela rosa branca Que a meus pés desfolhaste, aquele dia... Florbela Espanca, Poesia Completa, Bertrand Editora, 2005
Gotas de nostalgia (30 de Novembro de 2008)

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Enlaçar-me no teu olhar

Sem ti morri por dentro e esqueci-me de mim
(Pateira de Fermentelos, 20 de Agosto de 2007)
Deambulando entre paisagens perdidas em recônditos espaços de memória, reencontro-me no seio das tuas eruditas palavras, sabendo a licor de ervas e paladares reconfortantes no calor dum café com espuma…
Entre lapsos de viagens siderais, eis-me num instante de volta a percursos de memórias com cheiros envolventes, sentires reluzentes…
Nesta fuga para momentos de sonho, recolho-me de mim em ti e como que me resguardando de agruras entretanto vividas, ausências sentidas, penúria de afectos, sentidos devolutos duma existência sem rumo, volto a enlaçar-me no teu olhar…

sábado, 15 de novembro de 2008

Uma espera num tempo sem tempo

Esperei-te para este dia 15 e viveria mais intensamente os «Dias Felizes» como os que vivemos naquele quase fim de Verão...
Um ano depois, esperei-te e voltei a esperar, voltando e revisitando os nossos dias felizes, sentado à espera neste banco de Outono, agora frio como num tempo de quase Inverno...
... esperando-te sempre, neste tempo sem tempo...
Relembro-te, revivo-te, perpetuo-te...
Espera num tempo sem tempo (Vale de Cambra, Setembro 2006)
Exposição Colectiva de Fotografia Inauguração: 15 de Novembro de 2008 - 17:00h
Casa da Guia - Cascais
Com fotos de:
A = Ana Almeida Santos, Ana Franco, Ana Red, Ana Sampaio (Luna);
C = Conceiçao Maia, Cristiano Costa;
D = Daniel Oliveira, Daniela Sousa, Ddiarte;
F = Fátima Condeço, Fernando Tavares;
H = Himmler Santos;
I = Isabel Gomes da Silva, Iva Silva;
J = João Garcia C. Pinho, Johannes, Jomagope, Jose Ferreira, Jose Tavares;
L = Luis F.,
M = Marco Niemi, Marcos Oliveira, Marcos Sobral, Maria da Luz Sousa, Maria Martins, Mário Fernandes, Marta Ferreira;
N = Nuno Manuel Batista, Nuno Sacramento, Nuno Santos;
P = Paradiigme, Patricia Vilela Antunes, Paulo A., Paulo Cesar, Pedro Moreira, Pedro Pais;
R = Ricardo Gonçalves, Ricardo Costa;
S = Selma Veiros, Silvia Afonso;
T = Tania Flores e,
Z = Zanas

sábado, 8 de novembro de 2008

A música é como a vida...

...e assim vivemos os amigos...
O Trio dos 4 (Castelo de Vide, Agosto de 2006)

... a música, as palavras, tornam inesquecíveis momentos passados no tempo...
continuam presentes no dia-a-dia de todos os dias através das memórias que se formaram e se perpetuarão! !

domingo, 2 de novembro de 2008

Sonhar...

Estava um destes dias a ver e a ouvir músicas no YouTube quando vi e ouvi um de muitos vídeos que nos deixam deslumbrados por completo... como é o caso de Paul Potts...
Levou-me a pensar nos muitos pedaços de carvão que após uma qualquer reacção se transfiguram e surgem à vista de todos como diamantes cujo brilho envolve e entusiasma quem para eles olha.
Assim somos todos nós... com um brilho escondido, embora sem tempo para sentir esses nossos pequenos, muito pequeninos raios de sol que tanto poderiam ajudar a preencher-nos o espírito com o tal entusiasmo maior, e, com ele, contagiar quem nos acompanha, nos contacta ou passa por nós, mesmo que não seja tão perto assim...